1956 19 de fevereiro  ·  Decreto n° 92
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Foi em 19 de fevereiro de 1956 que o Decreto n° 92, do primeiro arcebispo de Belo Horizonte, dom Antônio dos Santos Cabral, criou a Paróquia São João Batista. Assim declarou o arcebispo na época:

"

Fazemos saber que, de acordo com o que prescreve o Código de Direito Canônico, cânones 459, parágrafo 3°, e 1427, parágrafos 1° e 2°, e tendo em conta os grandes encargos de nossa consciência no sentido de procurar o bem espiritual do rebanho sob nossa guarda, em pleno exercício de nossa jurisdição ordinária, havemos por bem desmembrar perpetuamente como o fazemos por meio deste, da Paróquia de São Vicente da Gameleira, desta capital, o território abaixo circunscrito e elevá-lo à categoria de paróquia, que assim ereta chamar-se-á Paróquia São João Batista (…)

Dom Antônio dos Santos Cabral  ·  Primeiro Arcebispo de Belo Horizonte

Por ser a mais antiga dessas cercanias, batiza a Forania São João Batista, que tem como paróquias vizinhas São Sebastião (Betânia), Sagrada Família (Havaí), Santa Clara de Assis (Buritis), São Jorge (Jardim América) e Santa Maria Estrela da Manhã (Estrela D'Alva).

Nossos Pastores
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Nossos Pastores
ao Longo da História

Uma trajetória de fé, serviço e dedicação à comunidade

Pe. Pedro

2025 —

Pároco vigente.

Pe. Pedro

Pe. Alexandre Duarte

2021 — 2026

Pároco vigente.

Pe. Alexandre Duarte

Diác. Marcio

2025 —

Diácono permanente em serviço na paróquia.

Diác. Marcio

Diác. Robson José Pereira

2017 —

O Diácono Permanente Robson José Pereira, participa na Comunidade desde criança. Participou de diversas pastorais.

No dia 19 de Novembro de 2016, foi Ordenado Diácono Permanente pela imposição das mãos do Arcebispo da Arquidiocese de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo. O Diácono Robson é casado com Isis Medeiros Alves, pai de duas filhas, Ana Carolina e Gabriela Alves Pereira.
Diác. Robson José Pereira

Colaborador Pe. Ibrahim Vítor de Oliveira

2017 —

Conquistou a todos com seu divertido carisma. Alegria e sabedoria marcam seu pastoreio. Permanece auxiliando nas celebrações e atividades litúrgicas.

Pe. Ibrahim Vítor de Oliveira

Pároco Pe. André Erick Alves Ferreira

2017 — 2021

O tempo que Pe. André esteve conosco foi marcado por muitas obras, tanto do templo material, como a revitalização do centro pastoral, reforma da casa paroquial e construção da Capela da Visitação, quanto espiritual.

Com o auxílio dos padres Lourival, Ibrahim e Márcio Paiva, a paróquia se viu imersa em muitos eventos litúrgicos e festivos. Mediante um pastoreio acolhedor e de profunda entrega, mesmo em tempos de isolamento social, padre André contribuiu de maneira intensa para que a comunidade permanecesse ativa e unida.
Pe. André Erick Alves Ferreira

Diácono transitório Felipe Carvalho de Macêdo

2020

Padre Felipe esteve conosco por um breve, porém, significativo período (como diácono transitório e seminarista). Tempo este marcado pelo seu grande empenho na ampliação dos serviços da PASCOM, com a importante missão de permitir que os paroquianos se unissem em ação litúrgica, mesmo à distância, devido ao isolamento social decorrente da pandemia de COVID-19.

Foi ordenado diácono no dia 27/06 e se despediu da nossa paróquia no dia 19/07 do mesmo ano. Foi ordenado sacerdote em 22 de nov. de 2020.
Diác. Felipe Carvalho de Macêdo

Vigário Paroquial Pe. Márcio Antônio Paiva

2020

Permaneceu por um curto período, mas auxiliou o pároco Pe. André no cuidado com a paróquia com grande zelo e carinho.

Pe. Márcio Antônio Paiva

Vigário Paroquial Pe. Lourival Felipe Soares

2020

Ficou conosco poucos meses, mas tempo suficiente para criar laços afetivos fortes com a comunidade. Conhecido pelo seu zelo para com os ritos litúrgicos.

Dedicou seus últimos meses de vida há proclamar a Palavra da forma mais criativa e carinhosa possível. Faleceu em 30 de outubro desse mesmo ano. Sua morte foi sentida por todos os paroquianos.
Pe. Lourival Felipe Soares

Pároco Pe. Walter de Cássia Messias

2004 — 2017

Reformou o centro de eventos da paróquia. Deu assistência durante o início dos trabalhos na comunidade São Miguel Arcanjo.

Mobilizou paroquianos em diversos eventos católicos de cunho cultural, como o grupo de teatro (CENARC), Jazz do Senhor, barraquinhas de São João, entre outros. Reiniciou o grupo de Coroinhas e Acólitos e grupo de devoção à Divina Misericórdia. Motivou a devoção ao Imaculado Coração de Maria no primeiro sábado do mês.
Pe. Walter de Cássia Messias

Pároco Pe. John Kennedy Crepaldi

2000 — 2004

Construiu a capela do Santíssimo no jardim da Matriz.

Pe. John Kennedy Crepaldi

Vigário Paroquial Pe. Leandro

2000

Vigário paroquial em serviço na paróquia.

Pe. Leandro

Vigário Paroquial Pe. Leonardo Esteves Seabra

2000

Vigário paroquial em serviço na paróquia.

Pe. Leonardo Esteves Seabra

Vigário Paroquial Pe. Marco Túlio

1997 — 2000

Vigário paroquial em serviço na paróquia.

Pe. Marco Túlio

Pároco Pe. Carlos Geraldo de Souza Pinto

1997 — 2000

Pároco da comunidade entre os anos de 1997 e 2000.

Pe. Carlos Geraldo de Souza Pinto

Pároco Pe. Nêmio José de Oliveira

1993 — 1997

Permaneceu por pouco tempo, deu continuidade ao trabalho do Pe. Pedrinho e realizou reformas na matriz.

Pe. Nêmio José de Oliveira

Diácono Transitório Ulysses

1997

Esteve em nossa paróquia como diácono transitório. Realizou Círculos Bíblicos para a comunidade. Sua ordenação aconteceu aqui mesmo, pelas mãos de Dom João.

Diác. Ulysses

Pároco Pe. Pedro Souza Pinto

1983 — 1993

Dando continuidade ao trabalho do padre José Luiz, durante a gestão de padre Pedrinho cresceram o número de pastorais. Dentre seus principais feitos, houve a fundação do grupo de teatro da paróquia, com a realização da encenação da Sexta feira da Paixão no Salgado Filho (mais tarde o grupo veio a se chamar Centro Artístico Cultural São João Batista – CENARC).

Construiu a atual Matriz São João Batista, casa paroquial e centro catequético. Criou a Semana da Juventude para evangelização dos jovens. Junto com a comunidade, construiu as primeiras capelas, São Pedro e Nossa Senhora da Conceição. Nas festividades de São João Batista, a novena e as barraquinhas eram realizadas pelas ruas do bairro. Deixou a comunidade com 40 pastorais ativas.
Pe. Pedro Souza Pinto

Colaborador Pe. Hermes

1983

Esteve na paróquia como colaborador, auxiliando nas celebrações.

Pe. Hermes

Pároco Pe. José Luiz Martins

1956 — 1983

Primeiro pároco da paróquia, padre José Luiz, juntamente com uma comissão paroquial, adquiriu o terreno atual e construiu a primeira igreja de São João Batista no Salgado Filho.

Construiu também a segunda igreja, onde atualmente é o centro de eventos da paróquia. Implantou os primeiros grupos pastorais e movimentos como Apostolado da Oração e Legião de Maria. Deu início às barraquinhas de São João e "Rua da Alegria", as festas marianas e coroações de N. Sra. Idealizou a creche Esperança. Faleceu em 1983, como pároco da paróquia. Ele dá nome à praça conhecida pelos moradores do Salgado Filho como "pracinha de baixo".
Pe. José Luiz Martins
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Histórias que nos Formaram

Dona Clotilde Martins
Memória & Fé

Dona Clotilde e o Buraco na Parede

Clotilde Martins de Souza nasceu em Jaguarão, Rio Grande do Sul, em 1888, e percorreu um longo caminho de fé até se tornar parte da história do Salgado Filho. Quando sua saúde já não lhe permitia ir à igreja, seu filho, o Padre José Luiz, encontrou uma solução comovente...

A família fez uma longa viagem de navio do Rio Grande do Sul até São Paulo e então Minas Gerais. Na mudança trouxeram apenas dois quadros: um do Sagrado Coração de Jesus e outro da Virgem Maria. Com forte formação católica, José Luiz ordenou-se padre e a família toda se mudou várias vezes dentro de Minas Gerais para acompanhá-lo.


Dona Clotilde era uma mulher muito caridosa e sempre se envolvia em obras sociais. Seu filho se tornou o primeiro pároco da Paróquia São João Batista do bairro Salgado Filho e desde então ela participava ativamente das atividades da igreja. Comungava todos os dias e quando, por motivos de saúde, não pôde mais ir à igreja católica, Padre José Luiz fez um "buraco" na casa paroquial de forma que a mãe enxergasse o altar da igreja e pudesse assistir às missas.


Antes mesmo da construção do atual Lar dos Idosos, existia uma Vila Vicentina onde Dona Clotilde visitava diariamente os pobres que ali residiam. No Rio Grande do Sul, a família tinha boa situação patrimonial, porém despojando-se dos seus bens, optaram pelo voto de pobreza e uma vida simples e humilde, conforme a doutrina Cristã Católica Apostólica Romana.


Dona Clotilde faleceu em 24 de agosto de 1972 e em 1982 teve seu nome colocado no asilo pelos Vicentinos como homenagem à sua trajetória de vida voltada à fé, à caridade, ao amor ao próximo e, acima de tudo, à palavra de Deus.

Fonte: Antônia Maria e Maria Isabel, netas de Dona Clotilde Martins; Maria Josefina Vieira Pedrosa, consocia da Conferência São Hugo do Conselho Particular São João Batista da SSVP. Belo Horizonte, 02 de junho de 2014.